Expandir uma fundação social para além do estado onde ela nasceu é uma decisão que poucos líderes tomam e menos ainda executam com sucesso. Requer recursos, adaptação cultural, construção de redes locais de confiança e a humildade de reconhecer que o que funcionou num contexto não funcionará automaticamente em outro. Eloizo Gomes Afonso Duraes tomou essa decisão três vezes: em 2005, quando a Fundação Gentil Afonso Duraes chegou ao Maranhão; em 2007, quando alcançou a Paraíba; e em 2010, quando estabeleceu presença em Pernambuco.
Por que o Nordeste, especificamente?
A escolha pelo Nordeste não foi geográfica no sentido turístico, mas social no sentido mais preciso. A região concentra alguns dos índices mais altos de vulnerabilidade infantil do país, com acesso limitado à educação de qualidade, insegurança alimentar significativa e uma histórica escassez de iniciativas privadas de impacto social consistente. Levar para lá um projeto estruturado de educação complementar, inclusão digital e assistência social era reconhecer onde a necessidade era mais aguda e onde o impacto potencial de um programa sério seria mais transformador.
Eloizio Gomes Afonso Duraes não chegou ao Nordeste como um paulistano exportando soluções prontas. Chegou com um modelo testado e a disposição genuína de adaptá-lo às especificidades de cada território.

O desafio da adaptação cultural
Cada cidade nordestina atendida pela Fundação apresentou desafios próprios que exigiram sensibilidade e flexibilidade. Dinâmicas comunitárias diferentes, relações distintas com o poder público local, perfis de vulnerabilidade com características específicas de cada região. Eloizo Gomes Afonso Duraes soube navegar essas diferenças sem impor um modelo rígido, construindo a presença da Fundação a partir das necessidades locais em vez de a partir das soluções disponíveis.
Essa postura adaptativa é o que garantiu que a chegada da Fundação ao Nordeste não fosse episódica. Ela se consolidou, criou raízes e produziu o mesmo tipo de impacto duradouro que havia sido construído no Jaguaré ao longo dos primeiros anos de operação.
Um mapa de comprometimento
O mapa de atuação da Fundação Gentil Afonso Duraes, que vai de São Paulo ao Maranhão, à Paraíba e a Pernambuco, é mais do que um indicador de crescimento institucional. É um mapa de comprometimento geográfico que reflete a convicção de Eloizio Gomes Afonso Duraes de que a responsabilidade social não tem fronteiras estaduais quando há necessidade além delas. Cada ponto nesse mapa representa uma comunidade que passou a contar com programas sérios e consistentes porque um empresário paulistano decidiu que seu alcance não precisava se limitar ao bairro onde sua empresa estava instalada.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

